Um urso polar fêmea foi encontrada na grande cidade industrial russa de Norilsk, no norte da Sibéria, a centenas de quilômetros de seu habitat natural, no Ártico. Ela é a primeira ursa polar vista na cidade em mais de 40 anos, segundo ambientalistas locais.

A fêmea, visivelmente fraca e aparentando estar doente, passou horas deitada desanimadamente no chão, com as patas sujas de lama, nos subúrbios de Norilsk, erguendo-se ocasionalmente para tentar farejar alimentos, tendo passado, inclusive, por um aterro sanitário, onde foram registradas as imagens.

Oleg Krashevsky, especialista local em vida selvagem que filmou a ursa de perto, na terça, dia 18 de junho de 2019, disse não estar claro o que levou o animal à cidade, mas é possível que ela tenha simplesmente se perdido. Oleg afirmou que a ursa estava com os olhos úmidos e que havia evidências de que não estava enxergando bem, que sua condição era bastante precária.

Outros especialistas em vida selvagem devem chegar a Norilsk para avaliar a condição da ursa. Moradores da cidade conhecida por sua produção de níquel saíram para fotografá-la e observá-la, mas a polícia os impediu de se aproximarem.

Krashevsky disse não estar claro o que será feito com a ursa polar, já que ela parece fraca demais para ser levada de volta ao seu habitat natural.

xursopolarlixo.jpg.pagespeed.ic .xcy5Gjw7DJ - Ursa polar é vista em aterro sanitário na Sibéria, mais um alerta do aquecimento global
Ursa polar é vista em aterro sanitário em cidade industrial da Rússia Foto: Yuri Chvanov / REUTERS

As imagens chocam e chamam atenção para um tema extremamente atual que precisa ser debatido com seriedade e urgência pela sociedade e pelos líderes mundiais: aquecimento global.

As mudanças climáticas vêm danificando os locais em que os ursos polares vivem, obrigando-os a buscar alimentos em terra, o que os coloca em contato com pessoas e áreas habitadas.

No início de 2019, uma área habitada e remota do norte russo declarou estado de emergência quando dezenas de ursos polares famintos foram vistos buscando comida, adentrando edifícios públicos e casas.

Situações como essas têm sido cada vez mais frequentes e da forma com que as coisas caminham, a tendência, infelizmente, é que se agravem. Mas o alerta fica, é necessário repensarmos a maneira com que lidamos com o mundo!

*Com informações de O Globo.

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